VI Seminário Internacional de Demandas Sociais e Políticas Públicas na Sociedade Contemporânea

II Jornada de Produção Científica em Direitos Fundamentais e Estado - UNESC

Arquivo do blog

A Globo tem um "A" de Autoritarismo

"Um balanço final dessa história da TV entre nós, principalmente após 1964, mostraria que o País que se viu em suas telas estava longe do Brasil real. E foi o grande senhor do País durante o período mais negro do Regime Militar, o general Emílio Garrastazu Médici, quem destacou, em 1973, o papel da TV: 'Sinto-me feliz, todas as noites, quando ligo a televisão para assistir ao jornal. Enquanto as notícias dão conta de greves, agitações, atentados e conflitos em várias partes do mundo, o Brasil marcha em paz, rumo ao desenvolvimento. É como se eu tomasse um tranqüilizante, após um dia de trabalho.'" Sérgio Pompeu - Retratos do Brasil, Ed. Política, 1984, Vol. II, p. 401

Movimento em defesa da Lagoa dos Quadros

Enquanto muitos pensam em lucrar altas somas em cima da água, nós temos que ter a consciência de que este bem deve ser de domínio público e de acesso universal.

CAMPANHA FICHA LIMPA

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Um pouco de contradição.


Este tira me fez lembrar algo... hummmm, não bem o que ou quem...?

Prezados colegas:

Como alguns de vocês já devem saber, essa tira humorística foi motivo de alguns protestos por parte de determinados alunos, do vice-reitor e, segundo este, de alguns professores, sob a alegação de que o DACEC estaria insinuando que a UNISC também é "qualquer empório para a venda de diplomas".

Todavia, esclarecemos que tal jamais foi nossa intenção, muito pelo contrário, ao veicularmos uma tira de quadrinhos cujo conteúdo, ainda que crítico, é humorístico por excelência, não almejávamos, senão, exatamente isso - humor com inteligência, não como um fim em si mesmo ou como banalidades de horário nobre, mas a serviço dos estudantes, seja por meio de uma denúncia ou, simplesmente, como nos parece ser o caso, satirizando uma situação comum em sala de aula e que faz parte da realidade de muitas instituições de ensino superior (IES) brasileiras, sobretudo para estimular a reflexão acerca de nossa própria realidade.

Diante da repercussão negativa desse fato, nos perguntamos, guardadas as devidas proporções: - Deveríamos supor como justa a execração do cartunista dinamarquês que satirizou o fundamentalismo islâmico? Ou que o Henfil poderia, agonizando com uma hemorragia interna, ter sido esquecido nos porões da ditadura em razão de seus ataques ao regime? Ou que o Maurício Ricardo, por meio da assinatura de um tratado com a Argentina, deva ser deportado para a Patagônia em virtude de suas bem humoradas charges retratando o presidente da república?
Ora, é escandalosamente evidente que NÃO!!! Por que, então, a charge que enviamos por e-mail, a qual faz uma severa, porém bem humorada, crítica à mercantilização do ensino superior brasileiro, causou tantos constrangimentos?! Nós sabemos e afirmamos que não pensamos ser este o caso da UNISC (de mercantilização do ensino), ao mesmo tempo em que temos certeza da capacidade de nossos colegas em entender o nosso recado - estar sempre alerta, "ligado" ou, como nas palavras de Bretch:

"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar."

E acrescentamos "nada deve parecer impossível de melhorar", mas, se por algum motivo nos equivocarmos na vontade e representação de nossa tarefa...

"Se não houver frutos, Valeu a beleza das flores, Se não houver flores, Valeu a sombra das folhas, Se não houver folhas, Valeu a intenção da semente" HENFIL, do livro Diretas Já.
Por isso, nós, do DACEC, preferimos ficar com o Bretch ou o Henfil e a crítica de sua Graúna, ou com o conhecido aforismo romano "Libertas omnibus rebus favorabilior est” ("Em todos os casos a liberdade é mais favorável") e, por que não, num tributo a pós-modernidade, com Spielberg "A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem".
Ao mesmo tempo, asseveramos que não concordamos em absoluto com a condição de ter que, necessariamente, nos reportarmos às instâncias superiores da UNISC toda vez que desejarmos transmitir uma mensagem a vocês, nossos colegas.
Assim, reiteramos a nossa posição, ou o que poderíamos chamar de inventário de nossos princípios, queremos a universidade como uma instituição que confira ao estudante uma visão global de seu tempo e do meio no qual está inserido, que seja o cérebro pensante da nação, de elevado nível profissional e técnico e que forneça maiores possibilidades de acesso à população. E afirmamos isso não de maneira técnica, por óbvio que as deficiências e virtudes do sistema de ensino superior brasileiro são muito melhor esclarecidas por técnicos, cuja formação seja direcionada especificamente para esse campo. E esperamos, de uma vez por todas, que fique patente a intenção de nossas manifestações - trazer a perspectiva estudantil enquanto componente existencial do processo de educação, ou seja, na condição de sujeitos também ativos.

Desta forma, esperávamos, uma vez que anteriormente havíamos veiculado uma mensagem acerca do desempenho da UNISC nos Exames da OAB, evidenciar a falsa dicotomia sugerida pelos instrumentos avaliativos inter-relacionados à qualidade do ensino ou, em outras palavras, que não há um imperativo categórico capaz de deduzir com segurança o quanto os alunos estão aprendendo, mas nem por isso devemos deixar de questionar e perseguir uma condição mínima que, a priori, seja capaz de fornecer uma idéia geral de como estamos construindo nossa formação acadêmica.

E é especificamente a ausência desta idéia geral que tem inquietado vários colegas com os quais tivemos a oportunidade de conversar e que tem tomado boa parcela de nossas preocupações. Sob está ótica, considerando que o exame da OAB é uma realidade inevitável, não vislumbramos, no horizonte próximo, instrumento mais idôneo para aferir na prática o que aprendemos teoricamente. E nos parece que há um presumível consenso a respeito desse tipo de avaliação (a somativa), posto que as próprias IES adotam o mesmo, então qualquer intenção em desmerecer os exames da OAB não se sustenta nem por razões fáticas, tampouco por motivos pedagógicos.
Ademais, sobre as normas da UNISC pertinentes a avaliação, gostaríamos de informar aos colegas o disposto no art. 2º da Resolução n.º 34, de 09 de agosto de 2005, por ser pertinente ao momento:

“Art. 2º A avaliação do desempenho escolar dos alunos de graduação pode dar-se por meio dos seguintes procedimentos utilizados pelo professor:
a) apresentações orais;
b) auto-avaliação;
c) entrevista;
d) observação;
e) provas escritas, com questões dissertativas e/ou objetivas;
f) provas orais;
g) provas práticas;
h) relatórios de pesquisas, de experiências, de práticas, de estágios;
i) trabalhos e produções escritas, individuais e grupais; e
j) outros instrumentos ou técnicas de avaliação.
§ 1º Por procedimentos de avaliação entendem-se as formas, os instrumentos e os critérios utilizados pelo professor para verificar a aprendizagem demonstrada pelo aluno.
§ 2º Os procedimentos de avaliação da aprendizagem adotados devem constar no plano de disciplina elaborado pelo(s) professor(es) responsável(eis) e entregue aos alunos e ao Coordenador do Curso no início de cada semestre/módulo letivo.
§ 3º Qualquer alteração na forma e nos critérios de avaliação deve ser previamente dada a conhecer aos alunos e à Coordenação do Curso, pelo professor.
§ 4º Após a apreciação do instrumento de avaliação do desempenho do aluno pelo professor, este instrumento deve ser devolvido ao aluno para análise dos seus erros e acertos, para que o aluno exerça permanente investigação sobre o objeto do conhecimento e construa efetivamente conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários na busca de sua excelência.”

Registramos, também, que a resposta da Pró-reitoria de Graduação da UNISC, quanto a carga horária, foi satisfatória. Sabíamos e expressamos isso em nossa mensagem, que nossos cálculos poderiam conter erros, como de fato continham, haja vista erigirmos nossas impressões acerca do tema predominantemente no cotidiano de sala de aula e, sob este aspecto, temos certeza que alcançamos nosso objetivo, qual seja, demonstrar que a carga horária proposta pelas instâncias superiores do curso, em que pese estar de acordo com as normas vigentes, passa ao largo de ser cumprida na prática - entre esta e o papel, existe um abismo colossal, mas também este aspecto (o da freqüência) é, conforme expusemos na mensagem em questão, apenas um dos elementos que compõe o heterogêneo mosaico do processo de ensino-aprendizagem e está longe de expressar um consenso, mormente entre os próprios alunos.

Continuando, para que se coloquem as coisas em seu devido lugar, fazemos questão de lembrar as inúmeras mensagens que enviamos outrora, abordando os mais diversos assuntos, grande parte deles na intenção de auxiliar as iniciativas da UNISC, como os que estimulavam a participação no ENADE, os que lembravam a necessidade de usarmos o instrumento de avaliação institucional e o que divulgava a pesquisa de opinião acerca da mudança de horário das aulas, ou o que lembrava o período de inscrições de trabalhos para o Seminário Internacional e o que informava acerca da possibilidade de instalação de uma rede wireless de internet no campus, etc. E fizemos isso no mais alto espírito colaborativo porque sabemos do alcance restrito que tem o e-mail institucional da UNISC (MX2).
Cumpre, ainda, esclarecer a todos, algumas questões:

1. Reafirmamos, peremptoriamente, que NÃO agredimos a UNISC, muito menos alguma categoria de alunos em nossas alegações (até porque isso não existe, somos todos acadêmicos do curso de direito), mas esta realidade, cada um dos colegas tem condições de avaliar com AUTONOMIA.

2. Quando decidimos reunir alguns alunos em torno desse projeto (DACEC), tínhamos então a intenção, da qual não declinamos, de "congregar todos os acadêmicos do curso de direito, fomentando entre os mesmos a união, cooperação, a paz e a democracia", conforme dispõe o art. 2º de nossa Carta Estatutária.

Para tanto, doamos consideráveis parcelas de nosso tempo, tanto em casa quanto na faculdade e, com muito esforço, foi possível reunir não mais que 40 alunos para a Assembléia de Fundação. Maior dificuldade foi encontrar colegas dispostos a compor a Diretoria, o Conselho Fiscal e a Comissão Eleitoral. Conseguimos, sabemos que não da forma ideal, mas da maneira que estava ao nosso alcance.

3. Provavelmente haverá os que dirão, como já nos disseram, que a nossa comunicação é deficiente, que as informações não chegam aos alunos, que alguns sequer sabem que existe um DA, como então, poderíamos ambicionar a participação dos mesmos?

A estes afirmamos que não somos onipresentes, lidamos com nossas limitações condicionalmente físicas e instrumentalmente materiais e temos que contar, e muito, com o interesse dos colegas em saber e participar da vida acadêmica da instituição.

Mas não nos deixamos abater por estas dificuldades, posto que acreditamos ser a comunicação, senão o mais importante, um dos mais relevantes aspectos da representação estudantil. Por isso pedimos, por exemplo, aos líderes de turma, que fizessem circular entre os seus colegas uma lista contendo o nome e a matrícula dos alunos (que nos foi gentilmente fornecida pela coordenação do campus) para que estes a complementassem com os seus dados, dentre estes, o e-mail. Não precisamos dizer que o sucesso de tal iniciativa foi pífio, mas estamos trabalhando com os que preencheram e nos entregaram a referida lista.

Desde o início tínhamos a idéia de criar um site para auxiliar nesta comunicação e na divulgação de nossas idéias e materiais e, enquanto isso não foi possível, criamos um blog e um perfil no Orkut (este, pelo menos, serviu para divulgar as fotos do Direitobol, o que já é positivo), porém ambas as iniciativas surtiram pouco efeito do ponto de vista da participação dos alunos e, aqui, também, assumimos as nossas limitações em tornar tais instrumentos mais atrativos (mas também queremos saber dos colegas o que é ser atrativo!).

Enfim, conseguimos verba para comprar um domínio de internet e a parceria de um servidor para hospedar nosso site, contudo ainda faltava um web designer, mas o colega Tiago não se fez de rogado e assumiu tal incumbência, não sem enfrentar vários percalços. Sabemos que o site está a milhas de ser o que planejamos para ele, mas está no ar e temos certeza que conseguiremos melhorá-lo paulatinamente e na medida de nossas forças.
Nesta tarefa de promover nossos singelos eventos, procuramos também confeccionar não menos modestos cartazes e alguns minifolderes, bem como repassamos convites aos que preencheram nossas listas de e-mails.
Assim, pelas razões resumidamente expostas acima, acreditamos que basta uma breve análise das contingências com as quais temos que lidar para se ter uma idéia bastante segura acerca de nosso empenho na tarefa de colocar o conjunto dos acadêmicos do curso de direito a par de nossas iniciativas. Mais que isso não podemos fazer, entretanto aceitamos sugestões. A única coisa que não nos é dado fazer é obrigar os alunos a dar uma olhada nos murais do saguão ou acessar nosso site ou blog.

4. Também vale muito reiterar outras nuances da mensagem que veiculamos e que causou tanta polêmica como, por exemplo, a pergunta sobre pesquisa e extensão - quantos já participaram de tais atividades e quantas vezes? Foi suficiente? Se pensam que foi, queiram nos desculpar por querer mais.

5. Igualmente, queremos dizer aos colegas que se encolerizaram com a nossa mensagem, lamentamos muito não ter tido a sua colaboração em momento algum desde que fundamos o DACEC, mas fazemos essa ressalva - ainda há tempo.

Depois que vocês terminarem o penoso trabalho de passar pelas turmas contando uma versão unilateral dos fatos, vejam bem, colhendo assinaturas para destituir a diretoria do DACEC sem aos menos ter a consideração de explicar razoavelmente do que se tratava o documento (como pudemos constatar conversando com alguns colegas e na oportunidade em que vocês passaram pela turma do 6º semestre sem obter muito sucesso), após vocês concluírem essa árdua tarefa, que parece ser a única a qual tiveram iniciativa de por em prática, até hoje, na UNISC, depois que vocês olharem para as assinaturas que conseguiram e suspirarem, feito um operário que limpa o suor que escorre na fronte depois de um cansativo dia de trabalho, depois de tudo isso, nós ainda estaremos aqui, de braços abertos, ou para recebê-los como colegas que querem ajudar (e não adianta falar em “panelinha” ou “grupo fechado”, desde já, desmentimos esse argumento – dos que nos procuraram para ajudar, lembramos de todos), ou para instruí-los a usarem os meios legais de destituição da Diretoria, previstos em nosso Estatuto (disponível para download no endereço http://dacec-unisc.blogspot.com/).

E assim, a partir daqueles mecanismos, vocês poderão inscrever a vossa chapa na eleição que deverá ser feita para escolher os alunos que darão continuidade a tarefa de coordenar o pequeno, porém (ao menos para nós) valoroso número de atuais atividades do DACEC.
Atenciosamente,
DACEC.

Alguém sabe?

E as informações a respeito das comemorações dos 40 anos do Curso de Direito, alguém tem notícias?
Agora sim, publicaram no site da UNISC, vamos participar, confiram no link abaixo as informações:

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Atenção!


A mensagem abaixo (no outro post) foi escrita antes da divulgação dos resultados do Índice Geral de Cursos do MEC (IGC), portanto, antes também da mensagem eletrônica que a reitoria encaminhou a todos os alunos, técnicos e professores do curso de direito da UNISC.
Em resumo, a referida mensagem da reitoria enaltece os resultados obtidos pela UNISC da avaliação do MEC.
A despeito de concordarmos que os resultados alcançados pela instituição naquela avaliação foram muito bons, não entendemos o porquê de terem sido feitas algumas manobras na divulgação de tais dados, conforme explicamos abaixo:
Na mensagem está escrito "considerando as comunitárias e confessionais, a UNISC atingiu o 4º lugar" e que "atingimos o 8º lugar no Brasil nesse mesmo segmento".
Mas por que fazer a apuração desses dados excluindo os Centros Universitários e as Faculdades? Ora, não teremos todos que disputar os mesmos concursos, o mesmo mercado, o mesmo exame de Ordem?
Reafirmamos, o resultado da UNISC, analisado globalmente, é muito bom!
Contudo, também é verdade que a nossa Universidade ficou em 153º lugar entre todos os cursos do país e 93º lugar entre todos os cursos privados do país. Considerando somente o RS, ficamos em 19º entre todas as instituições e em 7º entre as privadas. PORTANTO, o resultado alcançado é MUITO BOM, mesmo tendo ficado atrás da UniRitter, UNISINOS, Feevale, UCS, PUC-RS e da Unifra. não precisavamos de superlativizações.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

INADMISSÍVEL PARA TODOS!!!

LEIAM (NÃO DÓI NADA, NÃO ENGORDA, NÃO CAUSA CÂNCER E AINDA ESTIMULA O RACIOCÍNIO, A RETÓRICA E A CAPACIDADE DE ARGUMENTAÇÃO DO LEITOR), É IMPORTANTE E RECLAMAR PELOS CORREDORES NÃO ADIANTA NADA, TEMOS QUE NOS APROPRIAR DAS INFORMAÇÕES E AÍ VER O QUE FAZEMOS COM ELAS:
Segundo estatísticas feitas pelo DACEC, com base nos resultados do último Exame da OAB, de cada grupo de 50 alunos da UNISC, apenas 8 passarão no exame e PODERÃO EXERCER A ADVOCACIA OU PRESTAR CONCURSO PÚBLICO.

SERÁ QUE VOCÊ ESTÁ INCLUÍDO NESSE GRUPO?

A seguir, explicamos um pouco mais essa questão:

Pode parecer qualquer coisa, mas para nós, o desempenho (sofrível) das IES em geral e da UNISC, especificamente, no exame da Ordem está diretamente ligado carga horária não cumprida, como demonstraremos mais adiante.

Não dispomos dos números específicos do campus de Capão, mas estudamos na UNISC, essa é a marca que irá constar em nosso diploma e currículo.

Do total de 267 IES, a UNISC ficou em 193º lugar, com percentual de aprovados muito abaixo da média nacional:

Média nacional:
Prova objetiva: 32,69%
Prova prático-profissional: 28,93%
UNISC:
Prova objetiva: 20,59%
Prova prático-profissional: 17,65% (pasmem)
Na UNISC, de 102 alunos que compareceram à prova, 21 passaram na objetiva e APENAS 18 passaram na prático-profissional.

A carteira da OAB é pré-requisito para que possamos trabalhar depois de formados então, aos que se importam, reflitam. Alguma coisa está errada, não sabemos bem o que, temos que descobrir, professores, biblioteca, interesse dos alunos, aulas desorganizadas e/ou agitadas demais para a atividade pedagógica, não sei, MAS ALGO ESTÁ ERRADO.

SE ESTE QUADRO NÃO É ALARMANTE, OLHEM PARA OS LADOS... EM MÉDIA, QUANTOS ALUNOS TEM EM CADA SALA DE AULA, QUANTOS COLEGAS VOCÊ TEM? 40, 50, 60?

EM CAPÃO TEMOS CERCA DE 250 ALUNOS E 5 TURMAS, PORTANTO UMA MÉDIA DE 50 ALUNOS POR TURMA.

ENTÃO, DESTES 50 COLEGAS SEUS (SEJAM AMIGOS OU NÃO, NÃO SEI SE VOCÊS SE IMPORTAM, EU ME IMPORTO), DESTAS 50 PESSOAS QUE PAGARAM, ESTUDARAM, ABRIRAM MÃO DE MUITAS COISAS PARA APRENDER ESTA PROFISSÃO QUE COM ORGULHO ESPERAMOS PODER DESEMPENHAR, DESTES 50 POTENCIAIS JUÍZES, PROMOTORES, DEFENSORES PÚBLICOS, ADVOGADOS... repetimos:

Apenas 8 passarão no exame e PODERÃO EXERCER A ADVOCACIA OU PRESTAR CONCURSO PÚBLICO.

Leiam este trecho tirado do PARECER CNE/CES nº 8/2007:

"Parece claro que, ao longo do tempo, as ordens profissionais precisarão visualizar novas maneiras de certificação profissional, à semelhança da OAB, por meio de exame específico. Já hoje se verifica grande e crescente diversidade de cursos, formações e duração dos estudos que conduzem ao diploma. Esse processo tende a se multiplicar. Os outros bacharelados, com seus tradicionais quatro anos, poderiam igualmente..."

Assim, não podemos dissociar uma coisa da outra e, embora possam haver outras questões mais relevantes e que reflitam mais diretamente na qualidade do ensino (como qualificação dos professores, biblioteca, infra-estrutura, interesse dos alunos), o momento remete a análise da carga horária.

Até porque o assunto veio a baila por força de Resoluções do MEC, o que fez com que a UNISC iniciasse um processo de adaptação. Por isso está sendo remetido via e-mail institucional para os alunos a seguinte mensagem:

"Prezado Estudante,

Em atendimento à Resolução nº 3, de 2 de julho de 2007,do Conselho Nacional de Educação e Conselho de Educação Superior do MEC, a UNISC passará a adotar os seguintes procedimentos quanto à hora/aula a partir de 2009/1: 18 encontros por semestre (atualmente, são 17), tendo cada turno a duração de 3h20min (atualmente, são 3 horas).

Nesse sentido, solicitamos a sua opinião quanto ao melhor horário de início/término das aulas, a vigorar a partir de março de 2009.

Acesse o site da UNISC e participe da Pesquisa de Opinião: https://online.unisc.br/acadnet/pesquisa/pesquisa.php

Contamos com a sua participação!

Atenciosamente,

Pró-Reitoria de Graduação da UNISC."

Sobre isso, o DACEC tece alguns comentários acerca do assunto, para melhor entendê-lo e correlacioná-lo à qualidade do ensino na instituição.

A Resolução nº 2, de 18/06/2007, instituída pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial, conforme verificamos na transcrição abaixo:

Art. 2º As Instituições de Educação Superior, para o atendimento do art. 1º, deverão fixar os tempos mínimos e máximos de integralização curricular por curso, bem como sua duração, tomando por base as seguintes orientações:

...

III – os limites de integralização dos cursos devem ser fixados com base na carga horária total, computada nos respectivos Projetos Pedagógicos do curso, observados os limites estabelecidos nos exercícios e cenários apresentados no Parecer CNE/CES nº 8/2007, da seguinte forma:

...

d) Grupo de Carga Horária Mínima entre 3.600 e 4.000h:

Limite mínimo para integralização de 5 (cinco) anos.

O Anexo desta Resolução, por sua vez, determina que a carga horária dos Cursos de Direto na modalidade presencial seja de, no mínimo, 3.700 h.

Já a Resolução nº 3, de 02/07/2007 diz o seguinte:

...

Art. 4º As Instituições de Educação Superior devem ajustar e efetivar os projetos pedagógicos de seus cursos aos efeitos do Parecer CNE/CES nº 261/2006 e desta Resolução, conjugado com os termos do Parecer CNE/CES nº 8/2007 e Resolução CNE/CES nº 2/2007, até o encerramento do ciclo avaliativo do SINAES, nos termos da Portaria Normativa nº 1/2007.

Art. 5º O atendimento do disposto nesta resolução referente às normas de hora-aula e às respectivas normas de carga horária mínima, aplica-se a todas as modalidades de cursos – Bacharelados, Licenciaturas, Tecnologia e Seqüenciais.

Parágrafo único. Os cursos de graduação, bacharelados, cujas cargas horárias mínimas não estão fixadas no Parecer CNE/CES nº 8/2007 e Resolução CNE/CES nº 2/2007, devem, da mesma forma, atender ao que dispõe o Parecer CNE/CES nº 261/2006 e esta Resolução.

...

Feito isto, a grosso modo, expomos, por sua vaz, alguns cálculos para reflexão. Isto porque sempre achamos estranha a carga horária da Universidade, baseado na de outras as quais pudemos conhecer ou ter conhecimento.

Este ano, na UNISC, as aulas iniciaram dia 03/03/08, considerando este dia (mesmo que não tenha tido aula) e descontando os feriados nacionais e estaduais (o aniversário de Capão não porque foi num sábado), desconsiderando as duas recuperações de aula no sábado, haja vista elas serem compensativas e, ademais, convenhamos, elas existiram? - até o final do semestre em 01/12, teremos 171 dias letivos:

1º semestre – 85 dias letivos

2º semestre – 86 dias letivos

Total – 171 dias letivos

Multiplicados por 3 h/a (as aulas começam às 19h e 15min - que piada, mas formalmente é isso - têm um intervalo das 21h às 21h e 15min e terminam às 22h e 15min - essa piada é melhor que a outra - consideremos 3 h/a por dia então), perfazem um total de 513 h/a.

Se nos 5 anos esse cenário fosse o mesmo, teríamos, então, 2.565 h/a (ainda que haja uma falha de cálculo aqui ou ali, é certo que se analisarmos lucidamente nossa carga horária, e/ou o modo como ela (não) é cumprida, constataremos a sua insuficiência).

Desta forma, perguntamos, como, então, alcançaremos os 3.700 h/a previstas nas Resoluções nº 02 e 03/2007 do Conselho Nacional de Educação e Conselho de Educação Superior do MEC e do PARECER CNE/CES nº 8/2007????

Será que isso guarda algum tipo de relação com o desempenho dos formandos da UNISC no Exame da Ordem???

Se o exame é justo, não vem ao caso, hoje esta é a nossa realidade e é com ela que teremos um encontro depois de formados. É claro que todo ano tem Exame da Ordem, de modo que se não passarmos na primeira vez tem a segunda, a terceira... mas, para nós, isto não serve, significa tempo, dinheiro e frustração. O mínimo que esperamos dessa instituição e de nós mesmos é que possamos sair do curso capazes de passar no exame, e mais, sem dificuldades. Tantos conseguem, então não pode ser assim tão difícil, afinal são somente 50% de acertos exigidos.

Por isso propomos está reflexão, para que dela possam sair idéias, iniciativas, ou simplesmente uma nova atitude diante do que nos propusemos a fazer quando optamos pelo curso de Direito.

Para finalizar, o ensino superior não se reduz ao ensino, as duas outras faces desse sistema triangular são a pesquisa e a extensão, mas quantos sabem o que é isso? Quantos já participaram desse tipo de atividade?

Ouvimos falar em excelência (Selo OAB Recomenda e tudo mais – para isso há tempo né!), tudo bem, contudo, parece que por aqui essa excelência não tem passado.

E sempre vale ressaltar que não se trata de achar culpados, pensamos que a única maneira de reverter esse e qualquer outro quadro desfavorável é a partir de uma nova atitude, uma nova postura diante dos desafios, então não suponham que este e-mail tem a pretensão de colocar em conflito alunos e a instituição, pelo contrário, desejamos é contribuir com a qualidade do ensino aqui, no Estado e no país.

Com a palavra, os órgãos diretivos da Universidade.

Atenciosamente,

DACEC.

Percebam a profunda introspecção dos representantes de Capão no Seminário Internacional da UNISC!!!